Reparei agora que se passou a Queima deste ano e nem uma palavra foi escrita neste estabelecimento acerca do assunto. Pois bem, vamos lá, antes que se desvaneça da minha memória.
A serenata foi fraquíssima, longuíssima, aborrecidíssima. Faltou o som, faltou a luz, demorou quase mais uma hora do que era suposto, a escolha musical não foi muito interessante.
O Sarau foi bonito como sempre, pelo menos a parte em que participei/assisti. É dos momentos altos do ano, tocar no Sarau, e espero sinceramente que possa fazê-lo de novo. Caso isso não aconteça, não foi um má despedida.
Baile de Gala: mais divertido que o ano passado, melhor vestida que o ano passado, comida chique igualmente chocha. Levar sabrinas desdobráveis foi oficialmente de génio. Roam-se de inveja, aí a queixarem-se dos pés!
Cortejo... Aproveitar até à última, acenar ao último carro a atravessar a ponte. Somos finalistas ou não?
Noites do parque... Dado o cartaz horrendo e a exaustão pessoal de cinco anos consecutivos a ir a quase todos os dias da queima bombar para as tendas, provavelmente já me diverti mais. De qualquer forma, teve os seus momentos, claro, graças aos meus miguitos de sempre e a eventos interessantes como subir ao palco no dia da FFUC. E comer tripas de chocolate.
Chá Dançante - completo desastre. Vale a pena falar no assunto? Começou espetacularmente, a curtir milhões como Raguette, mas rapidamente se tornou azedo com a vaca da Rosinha e a organização que só o é mesmo de nome, diferente nas pessoas mas igual nas ações, ano após ano. É tão certo como chover na festa dos Covões. A serenata improvisada foi bonita e interessante, mas valeu-me uma bonita constipação.
Enfim, ao fim ao cabo, é mais do mesmo. E no entanto, não havendo mais para o ano, teve um certo gostinho de despedida à vida académica à mistura. Acaba por ser agri-doce - se por um lado há vontade de prolongar a vida de estudante, continuar a viver Coimbra da mesma forma só mais um bocadinho, por outro lado há uma súbita realização de dejà vu, de que estas experiências já não são propriamente novas e de que repeti-las até à exaustão não vai decididamente fazer com que voltem a ser novidade.
A queima acabou, as cartolas e bengalas foram arrumadas nalguma dispensa poeirenta a título de recordação, e é hora de seguir em frente.
O meu 2020: Descobri que tenho PCOS
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