quarta-feira, agosto 31, 2011

Tás cheio de tirar o lixo da casa-de-banho!

Primeira impressão de Lisboa nesta nossa viagenzinha: não se pode fazer chichi. Em Sta. Apolónia temos de pagar 50 cent e até chegarmos à Cova da Piedade, por todas as estações por onde passámos as casas de banho estavam fechadas (ou era preciso chamar o marinheiro, aparentemente desaparecido em combate).
Enfim, pudémos experienciar o que é enfiar 8-9-10 pessoas num apartamento não assim tão grande, descobrimos que o Nico não sabe medir coisíssima nenhuma, fomos parar a Alfama por acidente (não pode ser, é bué longe!!!) e o Ganda Boi passou a Bad Boi, com passagem directa pela esquadra da GNR, apesar de só ter 15 aninhos (ahah!). E os rapazes descobriram que é possível limpar-se alguma coisa mais que uma vez por ano...

sexta-feira, agosto 19, 2011

Jane

Bem, acabei hoje de ler "Jane Eyre", numa daquelas edições meio manhosas mas sem dúvida baratuchas da Book It. E pronto, lá está, a Rita é uma perdida por romances vitorianos e tal e coiso. Portanto gostei, apesar do final parecer um bocado a despachar e de ter umas tiradas religiosas algo dispensáveis lá pelo meio - o que é perfeitamente compreensível tendo em conta que o livro foi originalmente publicado em 1847 e que o pai da Charlotte Bronte era reverendo.

Li o livro. Vi o a adaptação cinematográfica de 2011 (awesome!), uma mini-série da BBC de 2006 (awesome!) e bocados da adaptação cinematográfica de 1996 (não gostei particularmente do pouco que vi). Acho que já chega de Jane Eyre.
Tenho no entanto de referir uma coisa mal nas duas primeiras adaptações: o Mr. Rochester é suposto ser feio. Muito feio, frisa repetidamente a Sra. Bronte ao longo do livro. Ora o Toby Stephens, da série, não é nada feio e o Michael Fassbender, do filme de 2011, bem, esse então é o completo oposto de feio. Mas esse é daqueles desvios à obra original que não fazem mal nenhum, diga-se de passagem.

PS. Ah, a Madeira!
PPS. Poster é do filme de 2011.

quinta-feira, agosto 04, 2011

"All the dutches say Hooooolland!"

Duas peripécias para relatar:
Um- Vem um rapaz ter connosco numa disco e pergunta "Viste os meus amigos?". É-lhe respondido o lógico "Não sei quem são os teus amigos!" (nunca se tinha visto o rapaz mais gordo). Ele faz uma cara infeliz e lamenta-se "Não queria ficar aqui perdido no Sudoeste!". Tendo em conta que estávamos em Albufeira, acho que se pode deduzir qualquer coisa da taxa de alcoolémia do fulano...

Dois- Estão um grupo de gajos na praia, todos com os calções para baixo a mostrar os traseiros, nos quais todos têm uma estrela algo pirosa tatuada. Chega o nadador-salvador ao pé deles para os repreender ou coisa assim, e ouve-se um a resmungar "Então as gajas podem fazer topless e um gajo não pode andar com o cu à mostra?". Poético. E levaram a melhor, porque continuaram com o rabo à mostra todos contentes, a tocar bandolim e guitarra e a cantar canções bastante ordinárias.

terça-feira, agosto 02, 2011

"Ela quer é carapau"?

Quando uma pessoa se começa a sentir algo desconfortável por estar no próprio país e só ver estrangeiros, eis que se está numa disco a ouvir "Sexy Bitch" do David Guetta e um grupo de rapazes à esquerda começam a gritar "UH, QUE GANDA PÊXE!".

Ah, tudo está certo no mundo.

Música: Ganda Pêxe
(estava a brincar)

Retro?

Nunca eu pensei que viesse para o algarve em 2011 ouvir nos "disco-bares" reggaeton, incluindo grandes sucessos como "Papi chulo", "Gasolina" e "Rakata" que bombavam nos carrinhos de choque em 2006 ou coisa que o valha.

Isso e ver os típicos estrangeiros, loiros e de olhos azuis, a gritar "oi oi oi" todos divertidos ao ouvir kuduro.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Vim de férias para o estrangeiro e não sabia

Aparentemente, vem uma pessoa para Albufeira e parece que nunca saiu de Coimbra: ontem vimos a Tuna de Medicina da UC.
E as coisas que se presenciam numa fila para táxis? Esperar uma hora para subir 500 metros tem os seus pontos positivos, como assistir a uma autêntica novela mexicana entre quatro bimbas inglesas, mães e filhas (penso eu de que, como dizia o outro), novela essa complicada quando uns alemães que estavam atrás começaram alegadamente a mandar boquinhas, inadvertidos que as gajas sabiam alemão "we know other languages, you know?". Tudo isto resultou nelas a fazerem queixinhas de um dos alemães (que tinha uma tatuagem em português com acentos ao contrário) aos GNRs, que o foram buscar para conversar com ele, enquanto as parolas das inglesas ficaram a discutir qual dos dois GNRs era mais sexy e a continuar a sua telenovela do "It's not about you tonight, stop crying!" e "I swear on my life!", vá-se lá saber o que é que aquela gente tinha andado a aprontar (elas eram tão irritantes que a certo ponto deixei de lhes prestar atenção, mas pelo que percebi tinha qualquer coisa a ver com o facto de alguém ser uma pêga). A bela da espera ainda me deu oportunidade de treinar o inglês com uns holandeses que estavam à frente. Reproduzindo parte do diálogo:

Eu: ...waiting in line.
Holandês meio bêbado: wine?
Eu: No, I said line. It's too late in the night for wine (eram 5 da manhã).
Holandês meio bêbado: It's never too late for wine!

Maravilha. Tudo isto mais o facto de a Patrícia ter dado uma descasca ao gajo errado por se ter metido com ela e a cara do pobre rapaz, que para além de não ter feito nada não devia perceber uma palavra de português, made my night.

Johnny, la gente está muy loca!