terça-feira, fevereiro 24, 2015

Música

Apanhei um videoclip dos One Direction a dar no VH1. Não cheguei a nenhuma conclusão quanto à reposta à questão que parece perturbar tanta adolescente por esse mundo fora (nomeadamente "Qual deles é mais giro?"). Concluí, isso sim, que devem ter despedido o cabeleireiro de serviço, que a cachopada tem toda uma trunfa que já merecia um corte.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

O Tio Óscar

Os óscares já não me fascinam tanto. O que antes se me apresentava como uma celebração da magia do cinema parece-me agora mais um festival de palmadinhas nas costas.
O pior mesmo é tentar ver o espetáculo descansado e os comentadores estarem constantemente a interromper para despejar estatísticas. No preciso momento em que estão a anunciar nomeados, gostava de apreciar os excertos dos filmes e não ser bombardeada com números de quantas vezes a Meryl Streep foi nomeada e o raio que parta. Os comentadores da TVI, os comentadores da SIC, sinceramente acho que não faz qualquer diferença. Quem não percebe inglês vê o compacto no dia a seguir com legendas. Era bom que chegassem à conclusão que os telespectadores preferem simplesmente ver a cerimónia em paz e sossego e acabassem com o raio dos comentários.

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Prognósticos antes do início do jogo

Broadchurch está de volta. Os poucos episódios que já vi indicam-me que as minhas previsões e considerações estava até certo ponto erradas - a qualidade mantém-se e as novas linhas narrativas são sólidas e o seguimento lógico dos acontecimentos da primeira temporada (mas não tão óbvios que eu estivesse minimamente à espera do rumo que a coisa ia tomar).
A "frescura" da série desapareceu, já se sabe, dado que as personagens e as paisagens e a banda sonora e afins não são novidade, mas continua a ser um produto televisivo de topo. Com o aumento do número de séries europeias a dar na TV portuguesa, espero que não demorem muito tempo a arranjar Broadchurch.

Outlander

Que sorte a dela, viaja no tempo nas Terras Altas escocesas e descobre logo o único escocês do século XVIII que não parece que já não toma banho há três anos.

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Eu sei lá menina...

Há dias vi o Sei Lá, um grande marco cinematográfico baseado no romance homónimo (e segundo ouço dizer também ele um grande marco literário) da Margarida Rebelo Pinto.
Ora vejamos. Eu não li nenhum livro da senhora e não vou portanto tecer qualquer comentário acerca de literatura cor-de-rosa ou da fonte literária. Este comentário será portanto menos rico, mas esperemos que compense sendo bastante colorido.
Começo por reiterar a quem por acaso ainda não tem percebido que sou fã de comédias românticas, vulgo filme de gaja, e que como tal já assisti a um grande número de obras do género. Também sou apologista de apoiar o cinema português e tendo abranger nos meus visionamentos a produção nacional.
Quanto à obra em destaque: Sei Lá, o filme, é bastante insultuoso. É-o para as mulheres, em primeiro lugar, e é-o para a nossa inteligência, em segundo.
Quando eu me junto com as minhas amigas, a nossa conversa não gira só à volta de homens e papar homens e de como eles são cabrões. Há mais vida para além disso. Nem sei que nível de problemas do foro psicológico têm estas senhoras para odiarem tanto o sexo oposto, mas deve ser por isso que os únicos amigos que têm são outras três senhoras que odeiam o sexo oposto e que só falam nisso.  Com todo o seu espírito de libertação feminina "nós não precisamos de gajos", é irónico que Sei Lá seja incrivelmente machista e rebaixante para o sexo femino. Os homens são todos iguais, mas pelos vistos as mulheres também.
Em termos de história, é fraquinho, pouco plausível (pior agente do SIS de sempre) e um pouco idiota, características comuns a muitas outras comédias românticas mediano-fracas e facto que não surpreende ninguém.
Ah, e já agora, a protagonista é bipolar de certeza. Quer o espanhol à cara podre do Sr. SIS e no minuto a seguir quer o SIS à cara podre do espanhol.

Já sabia ao que ia, no sentido de que esperava uma comédia romântica "do costume", mas não esperava este nível de moralismos sexistas da tanga. Bah.