terça-feira, fevereiro 19, 2013

"A Vast and Fiendish Plot"

Copper chega ao final da sua primeira temporada com aquele que é o episódio mais chatinho de todos, vá-se lá saber porquê.
Gosto de ficção histórica, mas em formato série nem sempre me convencem. Não há os recursos do cinema; guarda-roupa mais limitado, cenários idem-idem - isto é notório em Copper, em que parece que só há uma rua em todo o Five Points. E pronto, isto não é baseado em nenhum clássico da literatura, os diálogos são um mixurucada entre diálogo à época e coisas mais de hoje em dia para o pessoal não esforçar muito a cabecinha.
Mas é giro, sim senhor, mesmo que a história não seja nada de surpreendente e os casos de polícia (que nem interessam assim muito, ao fim ao cabo) serem bastante básicos. Os choques entre as três comunidades e a velhaquice de todas as personagens fizeram-me gostar de Copper. A Annie mete-me bastante impressão, mas pronto.

domingo, fevereiro 03, 2013

Quando em Portugal, sê português

Encontrei este post ao navegar pelos arquivos e dei-me conta que vi ambos os filmes.
Como óbvia mente brilhante que sou, não é de surpreender que tivesse razão e desconfiar do Humberto Delgado americano em "Operação Outono". O filme é relativamente interessante, focando-se numa parte pungente da nossa história recente, e apesar de não ter achado imensa piada à estrutura narrativa de andar para a frente e para trás, gostei do filme. Mas como previa, o raio da dobragem é imensamente irritante, ainda para mais sendo o Rogério Samora a fazê-la - torna-se frustrante porque só nós relembra que temos atores decentes cá que podiam muito bem fazer a coisa. Segundo um dos actores, que estava presente no cinema quando fui ver o filme e que foi depois bombardeado com uma sessão mais ou menos pertinenente de Q&A, escolheram o homem não só por ser amigo do realizador, mas também porque era parecido com o General. Oh pá, 'tá bem, mesmo assim. Torna-se estúpido. Todas as cenas em que o homem entra ficam subitamente pouco credíveis. Um aparte: meu, aquela gente era estúpida pr'a caraças, a ter decorrido assim, foi um crime particularmente mal enjorcado!

Quanto a "As linhas de Wellington", o John Malkovich não faz grande coisa de jeito no filme e apresenta um dos sotaques britânicos mais horríveis que já se ouviu. Quanto ao resto do filme, é interessante (não amei, mas acho que o dinheiro do bilhete foi bem gasto). Ainda que não seja propriamente um filme para as massas, prova que se conseguem realizar grandes-produções épicas por cá. Espero que abra o precedente e que mais se sigam, até porque não só temos muito por onde filmar, também temos muita história para contar...

sábado, fevereiro 02, 2013

"The Choice"

Desde que li algures alguém a opinar acerca de Homeland, nomeadamente frisando a quantidade estúpida de vezes em que a Carrie chora, que não consegui tirar isso da mente enquanto vejo a série. É verdade. O raio da mulher está sempre a chorar, é porque não apanha o terrorista, é porque o apanha, é porque o Brody é mau, é porque o Brody se torna bom, é porque ele gosta dela, é porque não gosta dela... Enfim. E as tendências de fedelha mimada? "Carrie, não vais por aí!" Por onde é que ela vai? Exactamente, por aí.
Hey, Segurança Nacional continua a ser brutal, mas as personagens ficaram todas um bocado mais irritantes nesta segunda temporada.Começando pelos miúdos, mas os adolescentes são irritantes em TODAS as séries dramáticas (na vida real também são, portanto não é muito surpreendente) e acabando nos protagonistas no seu estado I-Love-You-Beary-Much. Gostava mais quando desconfiavam um do outro e tinha sempre uma pistola numa gaveta perto de si, era mais emocionante.
Este final de temporada não foi tão espectacular como o anterior, e até achei o final mesmo um bocado chocho. Mas pronto, vamos lá ver como é que vão dar a volta à coisa na terceira. Venha mais uma!