Pelos Algarves andava um bichinho de insanidade temporária pelo ar. Basta referir, por exemplo, aquele tipo que andava sempre de toalha de praia ao pescoço, boné e óculos de sol, quer fosse de dia ou de noite, e se sentava nos bares a olhar para as pessoas a dançar e até a dormir (e era expulso pelos seguranças...). Temos também aquelas duas tipas que estavam a dançar no meio da praça com sacos de plástico na cabeça (e que foram logo gozadas por uma empregada de mesa que desatou a correr num saco preto do lixo) e toda uma panóplia de holandeses meio bêbados que entravam nos sítios a dançar loucamente como se não houvesse amanhã.
Depois temos sempre aqueles tipos que se vêm meter, como o gajo que nos perguntou se íamos este ano para a faculdade "vou-vos praxar!" ou aqueles holandeses com uma pseudo-dança sexy. Ou aquele inglês que respondeu na praia, ainda que não estivesse a falar com ele.
Houve uma demonstração matrix, também, quando aquele estrangeiro deitado na toalha apanhou uma bola em pleno vôo.
E as despedidas de solteiro? Gajas vestidas de flinstones, gajos em roupa interior (e fato-de-banho) feminina e, o melhor, um tipo chamado Nic com aquele fato-de-banho verde do Borat (tenham muito, muito medo).
Mas o melhor mesmo, era a seleção musical dos bares. Vamos à la playa e tacata, esses épicos chungas. E um ataque de hip-hop que não faço ideia que músicas eram.
Mistério da semana: de onde vem o fumo mal-cheiroso do Twist?
Vou ter saudades das noites a observar as telenovelas entre holandeses e espanhóis no Domino's.
Para terminar, acho que uma holandesa me enganou. Visto que não conseguia perceber o que raio dizia o DJ, algo que soava a "party's a fassion", perguntei à primeira estrangeira que vi. Ela disse-me que era "where is the party" em holandês... Mas o google tradutor não concorda!