Quando estive pelas Inglaterras, fui ao cinema ver o Skyfall, a mais recente incursão do 007 pelo grande ecrã. Para já, foi deveras emocionante ser evacuada do cinema a meio do filme, quase por acidente e sem saber porquê (ainda hoje não sei...). Agora quanto ao filme, sinceramente, adorei.
Nunca fui grande grande fã dos filmes do 007 - cresci na altura do Pierce Brosnan, e esses não são particularmente interessantes. Filme de SIC ao domingo à tarde e tal, acção, o amigo Bond fica com as miúdas, carros bonitos, piadas secas. Nada de espectacular. Os dois primeiros com o Daniel Craig, já os tinha visto na televisão também, ainda que não me parece que tenha visto nenhum deles do princípio ao fim decentemente e com a atenção devida. Mesmo assim, pareceram-me bastante interessantes, na onda do ultra-realismo que marca o cinema dos dias hoje, quebrando o espírito meio azeiteiro dos filmes que os precederam.
Mas Skyfall, minha gente, é brutal. Não me lembro da última vez que vi um filme de ação assim, a manter-me colada do princípio ao fim. Sim, é realista como Casino Royale e Quantum of Solace, mas desta vez também temos alguns gags referentes à mitologia tradicional da saga - é pra-frentex tanto como é nostálgico. E sim, a M é mesmo A
bond girl por excelência. Brilhante em tudo - o James Bond deixa de ser uma personagem quadrada, só
kiss kiss bang bang, e passa a ter emoções, um ser humano como outro qualquer. As paisagens isoladas da Escócia, a frieza de Londres. A música. O genérico.
Há quem prefira o tom mais ligeiro dos outros filmes, que este é demasiado sério, demasiado macambúzio. O que eu sei é que gostei tanto de Skyfall que quase todos os dias me ponho a ouvir "Skyfall" da Adele em
repeat.
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