terça-feira, maio 24, 2016

Resmungo nutricional

Estou a ficar saturada com toda a cultura da "comida saudável".
É livros, é blogs, é programas de TV, é fotografias de saladinhas com quinoa e abacate e o raio que os parta. Não estou a dizer que devamos incentivar as pessoas a comer cozido à portuguesa ao pequeno-almoço, mas irra, já chateia!

Subitamente, toda a gente é nutricionista!

quarta-feira, maio 04, 2016

Axilas

Ontem, durante o concerto dos Muse no Pavilhão Atlântico, tive uma epifania.

É bom ser alto. Quem é baixinho, se decide ficar na plateia em pé, não só não vê nada de jeito como tem a cabeça ao nível do sovaco do vizinho. E se nas alturas o cheiro já era, huh, tóxico, então imagino lá em baixo...

O concerto foi épico, já agora.

quarta-feira, abril 13, 2016

A caixinha mágica

O que tem andado a acontecer na televisorlândia?
Ora, diversas coisas.

Para começar, um facto engraçado. As melhores coisas que andam a passar na TV são repetições de séries dos anos 90, nomeadamente de Ficheiros Secretos e de Buffy, a Caçadora de Vampiros.

Vá, não sejas assim!
Pronto, não sou. Eu também ando a ver, por exemplo, Blindspot. É sobre uma moça amnésica que começa a trabalhar com o FBI quando os agentes descobrem que as tatuagens que lhe cobrem o corpo são na realidade muito mais que decoração. Pode parecer interessante, mas na realidade não é, porque a história principal avança a passo de caracol e os casos da semana são no geral aborrecidos. E toda a gente se leva muito a sério (estou a olhar para ti, Kurt "Durão" Weller!).
Também estou a ver a nova e "melhorada" versão dos Marretas. Tem convidados famosos todas as semanas, e todas as personagens clássicas dão ares de sua graça, mas ao final do que parece ter sido um milhão de episódios, a nova abordagem continua a não me convencer.
 
E que mais?
Bem, nem vale a pena debruçar-me sobre Sleepy Hollow (outra vez). Há Limitless, que tem um protagonista mais que carismático e episódios bastante inconvencionais. Outra coisa que a série tem é uma história principal que nunca anda para a frente e um mistério-base que suscita exatamente zero interesse (a sério, ninguém quer saber do senador Morra e do tráfico de NZT). Gotham é outra que não sai da cepa torta... A primeira temporada era bem mais chocha, é certo, mas a série continua a parecer funcionar em piloto automático (a envolvência está bem conseguida, mas uma pessoa não pode só comer com os olhos).

Dentro do marasmo televisivo, ainda há algumas que se safam: Brooklyn Nine-Nine continua com piada, e a segunda de Daredevil foi explosiva como esperado (mas uma explosão pequenina, daquelas controladas, quando comparada com a primeira temporada).

Ou a televisão portuguesa anda a passar as séries erradas, ou eu não sei escolhê-las. E não, não quero começar a ver Guerra dos Tronos, irra! 

quinta-feira, março 17, 2016

Séries para engomar

Sleepy Hollow (ênfase redobrado na primeira palavra) obteve agora oficialmente o estatuto de "série para passar a ferro". Só atribuo este estatuto a séries que não são suficientemente interessantes para requerer a minha atenção absoluta, podendo portanto esta ser partilhada com o alisamento a vapor de peças de roupa.
Anteriores séries televisivas merecedoras desta tão importante distinção incluem Battle Creek, um festival de sonolência disfarçado de série policial que foi cancelada ao final de uma temporada, e a última temporada de Haven, cuja história não tinha ponta por onde se pegasse.

És tu, Primavera?

Bolas, agora enguicei a cena. Aposto que amanhã chove.

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Uma lista

Cara blogger,
Quais são as tuas personagens preferidas de sempre na TV (do sexo masculino)?

Ora, caro leitor imaginário, curioso pôr essa questão, estava mesmo a apetecer-me compôr uma listagem de inesquecíveis personagens de TV! Então aqui vai, sem nenhuma ordem em particular:

- Spike (Buffy, a Caçadora de Vampiros)
- Logan Echolls (Veronica Mars)
- Ichabod Crane (Sleepy Hollow)
- Fox Mulder (Ficheiros Secretos)
- Dean Winchester (Sobrenatural)
- The Tenth Doctor (Doctor Who)
- Gene Hunt (Ashes to ashes/Life on Mars)
- Mitchell (Being Human)
- Chandler Bing (FRIENDS)

Menção honrosa para o Dr. John Carter (Serviço de Urgência).

Claramente por muito complexa e bem representada que seja a personagem, só entra para a lista quem manda umas piadolas engraçadas de vez em quando!

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Como salvar Sleepy Hollow

Pega-se no Ichabod Crane, descarta-se todas as outras personagens (podemos manter a Jenny, a Jenny é fixe), contrata-se toda uma nova equipa de argumentistas e começa-se uma nova série do zero.
Feito.


A Queda de Cabelo de Wall Street

Se houvesse um Óscar para "Melhor coleção de penteados duvidosos" iria para A Queda de Wall Street. Entre o pus-um-penico-na-tola-e-cortei-nas-bordas do Christian Bale, o parece-que-fui-ao-spray-bronzeado-capilar do Ryan Gosling e a espécie de uni-madeixa californiana do Steve Carrell, é um festim de estranhas alusões aos anos '00 (vá lá, não foi assim à tanto tempo, alguém realmente usava aquilo?).

Mas é um bom filme, é sim senhora.

segunda-feira, janeiro 11, 2016

Agora a sério

Haven desapontou-me nestas últimas duas temporadas.
Sempre foi dada a grandes liberdades criativas no que toca à coerência e à coesão das histórias, com becos sem saída narrativos e personagens secundárias introduzidas a martelo e descartadas sem dó nem piedade. Mas mesmo assim, com todos os seus defeitos, conseguiu durante muito tempo manter-me interessada e divertida, muito graças ao trio de protagonistas e à interação entre as três personagens. Para o bem e para o mal, esse foi talvez o elemento mais bem conseguido da série.
Nestas últimas temporadas, e principalmente na derradeira, a série parecia à deriva: não sabiam o que fazer da história, qual o rumo a dar à mitologia de Haven, e puseram os pés pelas mãos. Aconteceu tanta coisa, e na realidade, não aconteceu nada. Separaram o Duke dos outros, a dinâmica quebrou-se, a coisa morreu. Quando chegámos ao fim já não havia nada a fazer senão dar o golpe de misericórdia, e até isso foi mal conseguido. Podiam tê-lo feito de forma algo melodramática e sentimentalona, afinal de contas tratava-se do culminar de cinco temporadas. Não seria por aí. Mas aquele penúltimo episódio, dar aquele desfecho ao Duke, desapontou-me mesmo (tendo em conta que as expectativas não eram muitas, é obra). Foi tão anti-climático, tão desprovido de propósito. O pirata de água doce merecia melhor!

Podiam antes ter-se livrado do Dwight, nunca lhe achei muita piada!

Spoilers

MATARAM O DUKE?
Se tinham de matar uma das personagens principais, porque não o Dwight? Escolha óbvia!

Tenho outra sugestão para o final de Haven: em vez da palhaçada que foi e se fingíssemos que
a) não mataram o Duke de forma extremamente anti-climática e fora de contexto no penúltimo episódio
b) as aparições do William Shatner nunca aconteceram
c) não fomos presenteados com mais uma sósia da Mara por quem o Nathan se vai apaixonar

Final alternativo (o que devia ter sido): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problemas e os nossos amigos vivem todos felizes para sempre sem que a Audrey tenha de mudar de penteado outra vez.

Outras opções
Final alternativo (realidades alternativas): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problemas .Nesta nova Haven trouble-free, numa cena tipo realidade alternativa, as pessoas mortas ao longo do tempo devido a problemas estão vivas e de boa saúde, e apenas um número reduzido de pessoas se lembra de toda a história dos problemas.
Final alternativo (isto foi tudo um sonho): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problema. Há um grande clarão de luz branca e voltamos àquele momento do piloto em que o Nathan bate no vidro do carro da Audrey. Eles sorriem em silêncio, nós não ficamos a perceber o que raio aconteceu, e termina assim.
Final alternativo (o mal vence): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) não arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problema. O William Shatner decide que afinal a Audrey é irritante e não merece a atenção e decide matar os nossos amigos todos e dominar Haven e o mundo (com milhões de bolinhas de éter).
Final alternativo (gay): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problemas. Depois, o Nathan percebe que está apaixonado pelo Duke e vivem felizes para sempre.
Final alternativo (agrícola): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problema. Criam um celeiro, a Audrey entra para os salvar a todos. Aparece no dia a seguir, reencarnada como uma agricultora. Inspirado, o Duke transforma o The Gull num tasco vegan que só vende produtos biológicos.
Final alternativo (sereios): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problema. Os sereios, agora pessoas terrestres normais, regressam a Haven e tornam-se os vilões num novo spin-off chamado Haven: Revenge of the Mermen.

sexta-feira, dezembro 11, 2015

Zzzz Hollow

O que é que raio fizeram a Sleepy Hollow nesta segunda temporada?
A primeira temporada não foi propriamente um exemplo supremo de coesão narrativa, mas fazia algum sentido, pelo menos, e o tom era consistente. Deste segundo tomo decididamente não se pode dizer o mesmo: a história é uma confusão e muitos dos monstros-da-semana suscitam pouco entusiasmo (anjos? Por esta altura já toda a gente devia ter aprendido com Sobrenatural que introduzir anjos na história não é lá grande ideia). Algumas linhas narrativas que tinham constituído a base da série na primeira temporada foram abandonadas sem grande classe (e sem grande explicação) ao longo desta temporada (tendo em conta que Sleepy Hollow começou com a história do Cavaleiro sem Cabeça, mete os Cavaleiros do Apocalipse, e depois larga tudo isso sem um conclusão grandemente satisfatória...). Já para não falar do que se tem tornado uma espécie de tradição, que é introduzir personagens aos quais depois não é dado nada de jeito para fazer, tipo o Andy "zombie" ou o Hawley (que deve ter sido introduzido só porque achavam que havia mulheres a mais no elenco). Espero que o final de temporada seja mais interessante do que os episódios que o precedem e que dê o mote para uma terceira temporada melhorzita, senão nem o facto de o Ichabod ser terrivelmente encantador chega como motivação para ver Sleepy Hollow.

segunda-feira, novembro 30, 2015

Netflix/Marvel

Daredevil e Jessica Jones são das melhores coisinhas que vi na TV ultimamente. Jessica Jones é um thriller noir como é raro aparecer, uma modernização de todos aqueles detetives torturados e sarcásticos dos anos 50, e Daredevil é um drama de ação onde todos os elementos se encontram equilibrados de forma excepcional. Para além disto tudo, ainda são as melhores reproduções de super-heróis (ou deverei dizer antes anti-heróis) desde a trilogia Batman do Nolan.
Ainda que sejam ambas excelentes, gostei mais do Daredevil, a história pareceu-me mais rica e interessante. Não sei muito bem o que esperar do Luke Cage, pareceu-me um pouco sensaborão em Jessica Jones (pelo menos quando comparado com as outras personagens), mas estou sem dúvida com grandes expectativas para a segunda temporada de Daredevil... Nunca mais é 2016!

segunda-feira, novembro 23, 2015

Zapping

Apanhei uma cena nos Beirais da RTP1 em que uma fanática religiosa diz que lhe apareceu Jesus. A isto, o Pêpê Rapazote responde:
- A mim também já me apareceu Jesus, mas foi numa Queima das Fitas e depois percebi que era um médico do INEM.

terça-feira, novembro 17, 2015

Em Amesterdão

- O tempo é uma merda
- Uma garrafa de água vale ouro (ou 2,75€)
- As entradas em museus são exorbitantes e até para entrar em igrejas se paga
- TRAM TRAM TRAM TRAM
- É possível que sejas atropelado por uma bicicleta
- Os preços no supermercado são surpreendentemente parecidos com os portugueses
- A água dos canais não é malcheirosa
- TRAM TRAM TRAM TRAM

terça-feira, novembro 10, 2015

Sabes o que é uma Bond Girl?

Basicamente, um bibelô sensualão.

domingo, novembro 08, 2015

Rosa

Como sabem, gosto imenso de cor-de-rosa. Para me encantar, o universo decidiu que a partir de agora todos os meus tapetes deveriam ser dessa cor, e instruiu a máquina de lavar a trabalhar nesse sentido. Yupi!

segunda-feira, setembro 28, 2015

Sleepy Hollow

In the A.V. Club:
"And Ichabod is impossibly perfect—an 18th century gentleman who is so honorable that he is loyal to his lost wife, polite to all strangers, deferent to Lieutenant Mills, and quite handsome."

Yes. Yes he is.

Perfumações

Agradeço imenso àquelas pessoas que se perfumam como estivessem a tentar emitir feromonas suficientes para atrair um enxame de abelhas. Ficar fechada com um destes exemplares num autocarro em dia de calor é simplesmente uma delícia. Em vez de te encheres de perfume toma banho porco!

domingo, setembro 06, 2015

Jornalismo

Jornalista para Mário Soares após visita a José Sócrates:
- Sôtôr, cantaram os parabéns?

Muito premente.

quinta-feira, agosto 06, 2015

Inflação das queijadas

Ficámos agradavelmente surpreendidos ao descobrir um restaurante em Sintra, mais ou menos no centro histórico, a cobrar 10€ por um almoço completo entradas-sopa/salada-prato-sobremesa-bebida, tendo em conta a absoluta roubalheira que vai nos restaurantes ali da zona. Ainda para mais tendo em conta que se tratava de um restaurante assim para o gourmet-chique (três palavras: guardanapos de pano).
De uma forma idiota, uma pessoa folga em ver a afluência de turistas estrangeiros a Portugal e aos monumentos portugueses mas ao mesmo tempo fica indignada por os preços ficarem inflacionados. Não há uma sem a outra, já se sabe...