Haven desapontou-me nestas últimas duas temporadas.
Sempre foi dada a grandes liberdades criativas no que toca à coerência e à coesão das histórias, com becos sem saída narrativos e personagens secundárias introduzidas a martelo e descartadas sem dó nem piedade. Mas mesmo assim, com todos os seus defeitos, conseguiu durante muito tempo manter-me interessada e divertida, muito graças ao trio de protagonistas e à interação entre as três personagens. Para o bem e para o mal, esse foi talvez o elemento mais bem conseguido da série.
Nestas últimas temporadas, e principalmente na derradeira, a série parecia à deriva: não sabiam o que fazer da história, qual o rumo a dar à mitologia de Haven, e puseram os pés pelas mãos. Aconteceu tanta coisa, e na realidade, não aconteceu nada. Separaram o Duke dos outros, a dinâmica quebrou-se, a coisa morreu. Quando chegámos ao fim já não havia nada a fazer senão dar o golpe de misericórdia, e até isso foi mal conseguido. Podiam tê-lo feito de forma algo melodramática e sentimentalona, afinal de contas tratava-se do culminar de cinco temporadas. Não seria por aí. Mas aquele penúltimo episódio, dar aquele desfecho ao Duke, desapontou-me mesmo (tendo em conta que as expectativas não eram muitas, é obra). Foi tão anti-climático, tão desprovido de propósito. O pirata de água doce merecia melhor!
Podiam antes ter-se livrado do Dwight, nunca lhe achei muita piada!
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