segunda-feira, janeiro 11, 2016

Agora a sério

Haven desapontou-me nestas últimas duas temporadas.
Sempre foi dada a grandes liberdades criativas no que toca à coerência e à coesão das histórias, com becos sem saída narrativos e personagens secundárias introduzidas a martelo e descartadas sem dó nem piedade. Mas mesmo assim, com todos os seus defeitos, conseguiu durante muito tempo manter-me interessada e divertida, muito graças ao trio de protagonistas e à interação entre as três personagens. Para o bem e para o mal, esse foi talvez o elemento mais bem conseguido da série.
Nestas últimas temporadas, e principalmente na derradeira, a série parecia à deriva: não sabiam o que fazer da história, qual o rumo a dar à mitologia de Haven, e puseram os pés pelas mãos. Aconteceu tanta coisa, e na realidade, não aconteceu nada. Separaram o Duke dos outros, a dinâmica quebrou-se, a coisa morreu. Quando chegámos ao fim já não havia nada a fazer senão dar o golpe de misericórdia, e até isso foi mal conseguido. Podiam tê-lo feito de forma algo melodramática e sentimentalona, afinal de contas tratava-se do culminar de cinco temporadas. Não seria por aí. Mas aquele penúltimo episódio, dar aquele desfecho ao Duke, desapontou-me mesmo (tendo em conta que as expectativas não eram muitas, é obra). Foi tão anti-climático, tão desprovido de propósito. O pirata de água doce merecia melhor!

Podiam antes ter-se livrado do Dwight, nunca lhe achei muita piada!

Spoilers

MATARAM O DUKE?
Se tinham de matar uma das personagens principais, porque não o Dwight? Escolha óbvia!

Tenho outra sugestão para o final de Haven: em vez da palhaçada que foi e se fingíssemos que
a) não mataram o Duke de forma extremamente anti-climática e fora de contexto no penúltimo episódio
b) as aparições do William Shatner nunca aconteceram
c) não fomos presenteados com mais uma sósia da Mara por quem o Nathan se vai apaixonar

Final alternativo (o que devia ter sido): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problemas e os nossos amigos vivem todos felizes para sempre sem que a Audrey tenha de mudar de penteado outra vez.

Outras opções
Final alternativo (realidades alternativas): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problemas .Nesta nova Haven trouble-free, numa cena tipo realidade alternativa, as pessoas mortas ao longo do tempo devido a problemas estão vivas e de boa saúde, e apenas um número reduzido de pessoas se lembra de toda a história dos problemas.
Final alternativo (isto foi tudo um sonho): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problema. Há um grande clarão de luz branca e voltamos àquele momento do piloto em que o Nathan bate no vidro do carro da Audrey. Eles sorriem em silêncio, nós não ficamos a perceber o que raio aconteceu, e termina assim.
Final alternativo (o mal vence): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) não arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problema. O William Shatner decide que afinal a Audrey é irritante e não merece a atenção e decide matar os nossos amigos todos e dominar Haven e o mundo (com milhões de bolinhas de éter).
Final alternativo (gay): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problemas. Depois, o Nathan percebe que está apaixonado pelo Duke e vivem felizes para sempre.
Final alternativo (agrícola): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problema. Criam um celeiro, a Audrey entra para os salvar a todos. Aparece no dia a seguir, reencarnada como uma agricultora. Inspirado, o Duke transforma o The Gull num tasco vegan que só vende produtos biológicos.
Final alternativo (sereios): o trio da vida airada (com o Duke vivo, claro) arranja uma qualquer maneira mirabolante de acabar com os problema. Os sereios, agora pessoas terrestres normais, regressam a Haven e tornam-se os vilões num novo spin-off chamado Haven: Revenge of the Mermen.

sexta-feira, dezembro 11, 2015

Zzzz Hollow

O que é que raio fizeram a Sleepy Hollow nesta segunda temporada?
A primeira temporada não foi propriamente um exemplo supremo de coesão narrativa, mas fazia algum sentido, pelo menos, e o tom era consistente. Deste segundo tomo decididamente não se pode dizer o mesmo: a história é uma confusão e muitos dos monstros-da-semana suscitam pouco entusiasmo (anjos? Por esta altura já toda a gente devia ter aprendido com Sobrenatural que introduzir anjos na história não é lá grande ideia). Algumas linhas narrativas que tinham constituído a base da série na primeira temporada foram abandonadas sem grande classe (e sem grande explicação) ao longo desta temporada (tendo em conta que Sleepy Hollow começou com a história do Cavaleiro sem Cabeça, mete os Cavaleiros do Apocalipse, e depois larga tudo isso sem um conclusão grandemente satisfatória...). Já para não falar do que se tem tornado uma espécie de tradição, que é introduzir personagens aos quais depois não é dado nada de jeito para fazer, tipo o Andy "zombie" ou o Hawley (que deve ter sido introduzido só porque achavam que havia mulheres a mais no elenco). Espero que o final de temporada seja mais interessante do que os episódios que o precedem e que dê o mote para uma terceira temporada melhorzita, senão nem o facto de o Ichabod ser terrivelmente encantador chega como motivação para ver Sleepy Hollow.

segunda-feira, novembro 30, 2015

Netflix/Marvel

Daredevil e Jessica Jones são das melhores coisinhas que vi na TV ultimamente. Jessica Jones é um thriller noir como é raro aparecer, uma modernização de todos aqueles detetives torturados e sarcásticos dos anos 50, e Daredevil é um drama de ação onde todos os elementos se encontram equilibrados de forma excepcional. Para além disto tudo, ainda são as melhores reproduções de super-heróis (ou deverei dizer antes anti-heróis) desde a trilogia Batman do Nolan.
Ainda que sejam ambas excelentes, gostei mais do Daredevil, a história pareceu-me mais rica e interessante. Não sei muito bem o que esperar do Luke Cage, pareceu-me um pouco sensaborão em Jessica Jones (pelo menos quando comparado com as outras personagens), mas estou sem dúvida com grandes expectativas para a segunda temporada de Daredevil... Nunca mais é 2016!

segunda-feira, novembro 23, 2015

Zapping

Apanhei uma cena nos Beirais da RTP1 em que uma fanática religiosa diz que lhe apareceu Jesus. A isto, o Pêpê Rapazote responde:
- A mim também já me apareceu Jesus, mas foi numa Queima das Fitas e depois percebi que era um médico do INEM.

terça-feira, novembro 17, 2015

Em Amesterdão

- O tempo é uma merda
- Uma garrafa de água vale ouro (ou 2,75€)
- As entradas em museus são exorbitantes e até para entrar em igrejas se paga
- TRAM TRAM TRAM TRAM
- É possível que sejas atropelado por uma bicicleta
- Os preços no supermercado são surpreendentemente parecidos com os portugueses
- A água dos canais não é malcheirosa
- TRAM TRAM TRAM TRAM

terça-feira, novembro 10, 2015

Sabes o que é uma Bond Girl?

Basicamente, um bibelô sensualão.

domingo, novembro 08, 2015

Rosa

Como sabem, gosto imenso de cor-de-rosa. Para me encantar, o universo decidiu que a partir de agora todos os meus tapetes deveriam ser dessa cor, e instruiu a máquina de lavar a trabalhar nesse sentido. Yupi!

segunda-feira, setembro 28, 2015

Sleepy Hollow

In the A.V. Club:
"And Ichabod is impossibly perfect—an 18th century gentleman who is so honorable that he is loyal to his lost wife, polite to all strangers, deferent to Lieutenant Mills, and quite handsome."

Yes. Yes he is.

Perfumações

Agradeço imenso àquelas pessoas que se perfumam como estivessem a tentar emitir feromonas suficientes para atrair um enxame de abelhas. Ficar fechada com um destes exemplares num autocarro em dia de calor é simplesmente uma delícia. Em vez de te encheres de perfume toma banho porco!

domingo, setembro 06, 2015

Jornalismo

Jornalista para Mário Soares após visita a José Sócrates:
- Sôtôr, cantaram os parabéns?

Muito premente.

quinta-feira, agosto 06, 2015

Inflação das queijadas

Ficámos agradavelmente surpreendidos ao descobrir um restaurante em Sintra, mais ou menos no centro histórico, a cobrar 10€ por um almoço completo entradas-sopa/salada-prato-sobremesa-bebida, tendo em conta a absoluta roubalheira que vai nos restaurantes ali da zona. Ainda para mais tendo em conta que se tratava de um restaurante assim para o gourmet-chique (três palavras: guardanapos de pano).
De uma forma idiota, uma pessoa folga em ver a afluência de turistas estrangeiros a Portugal e aos monumentos portugueses mas ao mesmo tempo fica indignada por os preços ficarem inflacionados. Não há uma sem a outra, já se sabe...

quarta-feira, julho 01, 2015

Fale-nos de si

Se eu gravasse uma cassette de antemão e a pusesse a tocar em todas as entrevistas, as respostas encaixavam de certeza. Pareço um papagaio com Curriculum Vitae.

segunda-feira, junho 08, 2015

Nuts

Há dias fui mais o meu homem (usando bom vocabulário alvaiazerense) experimentar a filial local do novo tasco da moda deste país à beira mar plantado. Sim, estou a falar daquele dedicado a engordar toda a gente com Nutella. Ao comer as minhas panquecas com o dito creme de barrar, tive uma realização súbita de extrema importância: na realidade não gosto muito de Nutella. Aliás, nunca, na minha vida, apreciei grandemente Nutella, e confirmei que efetivamente não mudei de ideias desde a minha infância. Nutella tem um sabor agradável, assim se se provar só uma colherzinha de café, mas quando em quantidade superior a isso é simplesmente enjoativo, e aquelas panquecas eram mais Nutella que panquecas.

Mais uma coisa "da moda" que não é para mim. Ser hipster está no meu sangue, ao que parece.

terça-feira, junho 02, 2015

Ideia

Se houvesse um filme que juntasse o Tom Hiddleston, o Michael Fassbender e o David Tennant, o mundo implodia.

Mas eu ficava oh tão feliz (desde que fosse um filme de jeito, claro).

Ou um remake do Troll 2.

terça-feira, maio 19, 2015

Bolachas

vou começar um negócio de bolachas. vou começar um negócio de bolachas. VOU COMEÇAR UM NEGÓCIO DE BOLACHAS! merda para isto tudo

quinta-feira, maio 14, 2015

Queima, outra vez

A prova de que o Nostradamus que existe em mim é claramente incompetente está aqui: Queima (2014).
Dei por mim novamente em Maio, ainda sem nada de interessante para fazer para além de jogar Batman: Arkham City (formatei o computador, voltou a funcionar), e portanto disponível para todas as atividades de Queima em que me apetecesse participar. Este facto é triste, mas não há nada que se possa fazer, e portanto mais vale aproveitar da melhor forma.
Mais um maravilhoso Sarau, a minha atividade de Queima preferida, mais um cortejo, desta vez apenas como antiga estudante, mais um tradicional jantar da TAUC. O parque está igual, as músicas são iguais, e eu paralelamente estou exatamente no mesmo sítio a fazer exatamente a mesma coisa nenhuma. Ser raguette no chá dançante foi mais espetacular no ano passado, ainda que este ano me tenha apercebido que nem para tocar maracas tenho jeito, realização bastante útil para a minha vida futura.

sábado, maio 02, 2015

Viagem a Arkham

Os jogos de ação/aventura são os meus preferidos. Somando isso ao meu gosto por comics no geral e pelo Dark Knight em particular, estava extremamente motivada para me "internar" no Batman: Arkham Asylum (as pérolas que residem na biblioteca da Steam do meu respetivo!).
Ultrapassada a questão de "Será que isto funciona no meu computador?" (dica: funcionou perfeitamente, e nem precisei de jogar com os gráficos mínimos), dediquei-me a desancar criminosos e a deslizar pelos ares e foram umas horas de jogo muito bem passadas.
Com uma história interessante (e um trabalho de vozes impecável), jogabilidade muito acessível sem deixar de ser estimulante e o bónus dos enigmas por decifrar, vai direitinho para o meu Top 5. Dá bastante relevo à parte de combate, da qual eu normalmente não sou muito fã, mas até uma desajeitada como eu fica pró em porrada virtual ao final de algumas horas de jogo (ao contrário de todos os outros jogos do género que joguei, em que nem percebia muito bem como é que tinha conseguido chegar ao final) e felizmente não contém aqueles puzzles gigantescos e super demorados à Tomb Raider que me tiravam anos de vida.
Aliás, gostei tanto do jogo em si e do ambiente de Arkham, que depois de terminar a história principal fui apanhar tudo o que me faltava para completar o mapa (normalmente não me dou ao trabalho).

Agora para continuar em beleza esta fase feliz de jogatana, era só o meu computador não ter deixado subitamente de correr o Batman: Arkham City...

terça-feira, março 31, 2015

Língua Portuguesa

Vi um filme com o Matthew McConaughey chamado, no original, Mud (que é um trocadilho entre o nome da personagem principal e o local onde se passa a ação, nas margens lamacentas do Mississipi). Em Portugal chamaram-lhe Fuga, dado que o tal Mud é um fugitivo.

No Brasil chamaram-lhe Amor Bandido, porque... Sim?

Como acusar uma série ou How to get away from the TV

Como defender um assassino, no original How to get away with murder, tem sido bastante falada nesta estação televisiva, muito graças a esse portento da representação que é a Viola Davis.
Eu acompanhei até para aí uns oito episódios e desisti. A Viola Davis é qualquer coisa, já se sabe, mas isso não salva o resto da série de ser um telenovela à la Shonda Rimes como todas as outras séries criadas por ela. Isto não é necessariamente mau, eu gostei bastante dos primeiros tempos de Anatomia de Grey e de Clínica Privada, mas acho que a minha paciência se esgotou.
"Ai mas esta tem uma estrutura fora do normal, tem flashbacks de um crime". Não me interessa. Todas as personagens são insonsas e planas e só se interessam por um estúpido de um troféu e por andar aos amassos uns com os outros. Os casos que defendem em cada episódio não me despertaram qualquer interesse e o mesmo se aplica ao homicídio que une toda a temporada (e que é suposto ser a fita-cola que mantém o espetador colado ao ecrã).
Parece que é mais uma série da moda que eu vou deixar de ver...