terça-feira, março 31, 2015

Língua Portuguesa

Vi um filme com o Matthew McConaughey chamado, no original, Mud (que é um trocadilho entre o nome da personagem principal e o local onde se passa a ação, nas margens lamacentas do Mississipi). Em Portugal chamaram-lhe Fuga, dado que o tal Mud é um fugitivo.

No Brasil chamaram-lhe Amor Bandido, porque... Sim?

Como acusar uma série ou How to get away from the TV

Como defender um assassino, no original How to get away with murder, tem sido bastante falada nesta estação televisiva, muito graças a esse portento da representação que é a Viola Davis.
Eu acompanhei até para aí uns oito episódios e desisti. A Viola Davis é qualquer coisa, já se sabe, mas isso não salva o resto da série de ser um telenovela à la Shonda Rimes como todas as outras séries criadas por ela. Isto não é necessariamente mau, eu gostei bastante dos primeiros tempos de Anatomia de Grey e de Clínica Privada, mas acho que a minha paciência se esgotou.
"Ai mas esta tem uma estrutura fora do normal, tem flashbacks de um crime". Não me interessa. Todas as personagens são insonsas e planas e só se interessam por um estúpido de um troféu e por andar aos amassos uns com os outros. Os casos que defendem em cada episódio não me despertaram qualquer interesse e o mesmo se aplica ao homicídio que une toda a temporada (e que é suposto ser a fita-cola que mantém o espetador colado ao ecrã).
Parece que é mais uma série da moda que eu vou deixar de ver...

segunda-feira, março 23, 2015

Agradecimento

Obrigada a todos os filhos da mãe que se divertem a roubar antenas dos carros pela cidade fora. Espero que façam bom proveito às três antenas que já me roubaram nos últimos tempos. A culpa é em certa parte minha, pelo menos nesta última vez, por achar que ninguém me ia roubar a merda da antena numa zona residencial como esta e ter-me credulamente poupado ao trabalho de a desenroscar e guardar.

Espero que sejam apanhados em flagrante e que a antena vos vá parar aonde o sol não brilha.

Factos semi-aleatórios semi-insólitos

Apercebi-me que os filmes que mais vezes vi são todos com a Keira Knightley (O Amor Acontece, Piratas das Caraíbas parte 1, Orgulho e Preconceito).
Podia tentar tirar disto a ilação de que não me canso de filmes que envolvam a senhora, não fosse a existência de coisas como London Boulevard ou Rei Artur ou o facto de que eu nunca irei rever Expiação (pelo menos no seu todo) devido ao seu final trágico e deprimente.

quarta-feira, março 18, 2015

Sleepy head

Às vezes quando estou quase a dormir ou quase a acordar tenho ideias muito brilhantes. Ideias tão espetaculares e inovadoras que assim que acordo e me apercebo do que o meu cérebro estava a magicar só me apetecer chamar-lhe idiota. Normalmente são premissas para romances de grande sucesso que provavelmente me habilitariam a ganhar o que quer que seja o equivalente literário de um prémio Razzie. Outras vezes, ultrapassam o contexto da literatura de cordel e passam para outros campos.

Por exemplo, esta noite durante o sono cheguei à conclusão que seria fantástico fazer um arranjo para o nosso pequeno ensemble de cordas do tema de abertura de "Dave, o Bárbaro".

quarta-feira, março 11, 2015

Continuum

Há qualquer coisa em filmes com viagens no tempo que me põe sempre de pé atrás. Suponho que seja a mesma coisa que me enerva solenemente quando séries ou franchises cinematográficos decidem alterar a continuidade das suas histórias canónicas através de golpes de efeito borboleta.
Desconfiei, portanto, quando a minha cara-metade me aconselhou a ver "Dá Tempo ao Tempo". "É uma comédia romântica! Com um protagonista ruivo! Tu gostas de comédias românticas e de pessoas ruivas...". Verdade. Mas só aprecio viagens no tempo em para aí 50% das coisas que vejo. Enchi-me de coragem, preparei-me para levar com uma dose moderada de trocas e baldrocas na história, e pus-me a ver o filme.

E não é que o filme me fez figurativamente um pirete e seguiu um caminho para mim inesperado? Afinal de contas é uma coisinha bem simpática (tenho de questionar a classificação de comédia, no entanto, que eu ainda choraminguei e não sou de chorar em comédias, nem quando são muito más). A coisa das viagens no tempo não é usada da forma tradicional... A estrutura-tipo "descobri-que-viajo; é-tão-engraçado; sou-tão-feliz; volto-atrás-para-ajudar-alguém; faço-merda-e-o-efeito-borboleta-estraga-me-a-minha-vida-no-futuro" não foi nem perto nem mais ou menos a escolhida.

Já devia saber que os filmes britânicos na sua maioria não são tão previsíveis como os seus congéneres de Hollywood. Toma que é para aprenderes a não julgar livros pela capa e filmes pela sinopse.

terça-feira, fevereiro 24, 2015

Música

Apanhei um videoclip dos One Direction a dar no VH1. Não cheguei a nenhuma conclusão quanto à reposta à questão que parece perturbar tanta adolescente por esse mundo fora (nomeadamente "Qual deles é mais giro?"). Concluí, isso sim, que devem ter despedido o cabeleireiro de serviço, que a cachopada tem toda uma trunfa que já merecia um corte.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

O Tio Óscar

Os óscares já não me fascinam tanto. O que antes se me apresentava como uma celebração da magia do cinema parece-me agora mais um festival de palmadinhas nas costas.
O pior mesmo é tentar ver o espetáculo descansado e os comentadores estarem constantemente a interromper para despejar estatísticas. No preciso momento em que estão a anunciar nomeados, gostava de apreciar os excertos dos filmes e não ser bombardeada com números de quantas vezes a Meryl Streep foi nomeada e o raio que parta. Os comentadores da TVI, os comentadores da SIC, sinceramente acho que não faz qualquer diferença. Quem não percebe inglês vê o compacto no dia a seguir com legendas. Era bom que chegassem à conclusão que os telespectadores preferem simplesmente ver a cerimónia em paz e sossego e acabassem com o raio dos comentários.

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Prognósticos antes do início do jogo

Broadchurch está de volta. Os poucos episódios que já vi indicam-me que as minhas previsões e considerações estava até certo ponto erradas - a qualidade mantém-se e as novas linhas narrativas são sólidas e o seguimento lógico dos acontecimentos da primeira temporada (mas não tão óbvios que eu estivesse minimamente à espera do rumo que a coisa ia tomar).
A "frescura" da série desapareceu, já se sabe, dado que as personagens e as paisagens e a banda sonora e afins não são novidade, mas continua a ser um produto televisivo de topo. Com o aumento do número de séries europeias a dar na TV portuguesa, espero que não demorem muito tempo a arranjar Broadchurch.

Outlander

Que sorte a dela, viaja no tempo nas Terras Altas escocesas e descobre logo o único escocês do século XVIII que não parece que já não toma banho há três anos.

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Eu sei lá menina...

Há dias vi o Sei Lá, um grande marco cinematográfico baseado no romance homónimo (e segundo ouço dizer também ele um grande marco literário) da Margarida Rebelo Pinto.
Ora vejamos. Eu não li nenhum livro da senhora e não vou portanto tecer qualquer comentário acerca de literatura cor-de-rosa ou da fonte literária. Este comentário será portanto menos rico, mas esperemos que compense sendo bastante colorido.
Começo por reiterar a quem por acaso ainda não tem percebido que sou fã de comédias românticas, vulgo filme de gaja, e que como tal já assisti a um grande número de obras do género. Também sou apologista de apoiar o cinema português e tendo abranger nos meus visionamentos a produção nacional.
Quanto à obra em destaque: Sei Lá, o filme, é bastante insultuoso. É-o para as mulheres, em primeiro lugar, e é-o para a nossa inteligência, em segundo.
Quando eu me junto com as minhas amigas, a nossa conversa não gira só à volta de homens e papar homens e de como eles são cabrões. Há mais vida para além disso. Nem sei que nível de problemas do foro psicológico têm estas senhoras para odiarem tanto o sexo oposto, mas deve ser por isso que os únicos amigos que têm são outras três senhoras que odeiam o sexo oposto e que só falam nisso.  Com todo o seu espírito de libertação feminina "nós não precisamos de gajos", é irónico que Sei Lá seja incrivelmente machista e rebaixante para o sexo femino. Os homens são todos iguais, mas pelos vistos as mulheres também.
Em termos de história, é fraquinho, pouco plausível (pior agente do SIS de sempre) e um pouco idiota, características comuns a muitas outras comédias românticas mediano-fracas e facto que não surpreende ninguém.
Ah, e já agora, a protagonista é bipolar de certeza. Quer o espanhol à cara podre do Sr. SIS e no minuto a seguir quer o SIS à cara podre do espanhol.

Já sabia ao que ia, no sentido de que esperava uma comédia romântica "do costume", mas não esperava este nível de moralismos sexistas da tanga. Bah.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Cinco exércitos, um porco e uns póneis vindos de nenhures

The Hobbit parte 3 ou como a história do livro chegou ao fim. 
Se era para ter a conclusão do filme anterior feita em 10 minutos, mais valia terem posto isso no outro filme. Suponho que fosse demasiado conclusivo e eles precisavam de alguma continuidade, nem que seja para o terceiro filme não parecer totalmente desligado dos anteriores.
Foi o filme mais chatito de todos e honestamente não era nada assim que eu queria terminar a viagem pela Terra Média. Muito devido àquele mais que enervante triângulo amoroso Legolas idiota- elfa inventada - único anão sensual.
E o Thranduil? Oh my god I'm so bitchy, wow so much elf blood spilled, we'll go away now, most annoying, wow. 
Tinham feito um filme só, uma coisa simpática só com a história do Hobbit, com um espírito menos bélico e mais ligeiro fiel ao livro, e tinhamos todos saído daqui bem mais contentes. Eu sei que tinha.

Apaguei o post sobre o Portal sem querer

Mas dizia qualquer coisa do género, é girito e tal, apesar de ser pequenito e de só conter puzzles, muito pelo sentido de humor impecável.

The cake is a lie.

Faraó

Este jogo era fantástico na minha infânica porque eu não tinha capacidade para passar mais do que três níveis. Agora estou farta de construir pirâmides, não tem jeito nenhum ter tudo pronto para passar de nível e depois estar horas e horas à espera que construam a porra da pirâmide. Argh.

sexta-feira, dezembro 26, 2014

Natal

Há três dias que me sinto cheia. Acho que vou correr a maratona.

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Cómi-Come

Ora parece que sucedeu em Portugal uma convenção de coisas nerds. Para resumir a coisa:
  • Não havia nada de Doctor Who
  • I found some droids I wasn't looking for
  • A parafernália à venda era basicamente tralha que se encontra em qualquer FNAC
  • Serviço "rent-a-zombie", sempre útil
  • O painel do Capitão Falcão podia ter sido menos politicamente ativista
  • É difícil ser um Pinguim de Madagáscar quando se têm de avançar numa linha direita
  • Era fixe ter ido logo na abertura e passar o resto do dia a jogar consola e novos jogos de PC. 
De qualquer forma, não tenho a certeza se obtive realmente money for value. Se arranjarem uma visita do David Tennant, estarei lá para o ano batida. Em caso contrário, acho que depende muito do programa, porque se fôr semelhante a este ano, já está visto.

I won't be back

O trailer do novo Terminator irritou-me. Não só porque é mais uma tentativa de ressuscitar um franchise que já deu o que tinha a dar, mas principalmente pela permissa da coisa.
Parece que afinal a continuidade dos outros filmes nunca aconteceu porque não sei o quê se passou que criou uma nova linha temporal. DETESTO quando fazem isso. É Fringe "o-Peter-nunca-existiu" all over again. Está uma pessoa a ver os filmes, a assimilar a história, e eles decidem mandar o cânone para o lixo? Sinto-me sempre defraudada nestas situações, parece que a minha dedicação a ver os outros filmes foi completamente escusada.
Eu já não vi o Salvation, não me apanham neste de certeza. É que para além desde irritação da continuidade, o trailer adivinha um produto de pouco interesse. Se o Schwarzenegger soubesse mesmo representar a sério, estava agora a fazer de avôzinho em melodramas e não tínhamos que aturar estes veículos egotísticos que servem exclusivamente para ele ter oportunidade de dar porrada em alguém apesar de já não ter idade para isso.

segunda-feira, novembro 24, 2014

Cobertura noticiosa acerca da detenção da moda

Não sei se ria se chore. Nunca na TV portuguesa tivemos tantas horas de filmagem consistindo apenas num plano meio tremido do portão de uma garagem.

quinta-feira, novembro 20, 2014

Que droga

The Knick tem diversas coisas interessantes que justificam ver a série. Retrata as disparidades sociais de um passado relativamente recente quer a nível de classe, quer a nível de raça, e introduz-nos ao funcionamento dos cuidados de saúde nos primórdios da medicina moderna. Mete um pouco das vidas pessoais das personagens, claro, e isso ajuda a compreender melhor a época em questão.
Agora, acontece que o protagonista é viciado em drogas e isso às vezes mete-se no seu caminho. Okay, tudo bem. No entanto, toda a cena da droga é provavelmente o elemento menos interessante da série - esse elemento está presente nos nosso dias, e como tal está representado em milhentas outras séries e filmes e afins, e não traz de novo. Mas o que é que a malta que gere a série escolhe focar na reta final de uma até aí excelente série? A droga, claro. Eh pá, a sério, para mim, estão a estragar a série. Depois daquele excelente episódios dos motins, metem-me a falta de cocaína e o Thackery a flipar completamente. Eu quero o Thackery a fazer cirurgias, não quero o gajo a entrar em ressaca, para isso via o Trainspotting outra vez!